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Reeducandas da Capital são qualificadas em área com grande demanda no mercado de trabalho

Internas do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ), na Capital, iniciaram nesta segunda-feira (22) um curso de Técnicas de Limpeza...

23/11/2021 às 10h40
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Internas do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ), na Capital, iniciaram nesta segunda-feira (22) um curso de Técnicas de Limpeza, Organização e Conservação de Ambientes, promovido por meio de parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Fundação Social de Amparo ao Trabalhador (Funsat).

Com carga horária de 40 horas/aula, entre atividades teóricas e práticas, a capacitação envolve desde limpeza doméstica a de pós-obra, com uso de equipamentos e produtos adequados. Ao todo, 33 detentas estão participando da qualificação.

Especialista na área e proprietária da Moiras Limpeza, a instrutora do curso, Jéssica Barbosa Silva, destaca que as aulas abordam desde como usar o uniforme adequadamente a saber como utilizar os produtos corretamente. “Esse é um diferencial importante, já que, dependendo do produto que usa, ou da mistura que é feita, as consequências podem ser um ótimo resultado na limpeza ou algo desastroso”, comentou.

Segundo a diretora da Escola de Educação Profissional da Funsat, Mônica Leal Mendes, devido à necessidade muito grande de mão de obra qualificada nesta área, a capacitação das internas poderá representar um diferencial e ser sinônimo de empregabilidade imediata quando conquistarem a liberdade.

É o que acredita a reeducanda Rosana Penágio, uma das participantes. “É um curso que vai dar para usar lá fora, pois saímos sem perspectiva nenhuma, temos que começar do zero, e este aprendizado é um recomeço”, afirmou.

Presente na solenidade de abertura, o diretor-presidente da Funsat, Luciano Martins, reforçou o compromisso da instituição em proporcionar o acesso ao trabalho digno, com carteira assinada à população mais vulnerável, o que incluiu pessoas em privação de liberdade e egressos. “A Agepen e a Funsat uniram forças para que, tão logo progridam de regime, já sejam encaminhadas para o mercado de trabalho”, ressaltou durante o evento.

Para a diretora do EPFIIZ, o conhecimento adquirido no curso, envolve habilidades que as custodiadas poderão levar para a vida, impactando até mesmo no próprio ambiente do presídio. “A higiene, a limpeza e a organização ajudam a melhorar a qualidade de vida, inclusive aqui dentro”, disse.

Representando a direção da Agepen na solenidade de abertura, a chefe da Divisão de Assistência Educacional, Rita de Cássia Argolo Fonseca, reforçou a importância da qualificação na hora de disputar um espaço no mercado profissional. “Conhecimento leva à valorização, e com este curso buscamos oferecer oportunidade real de inclusão”, afirmou.

Uma das articuladoras da iniciativa no EPFIIZ, a subsecretária Municipal de Políticas para Mulheres, Carla Stephanini, informou que a intenção é que várias outras capacitações sejam oferecidas no local. ”Nosso propósito é que vocês mulheres que estão aqui, quando passarem por aquela porta, possam ter o horizonte de uma nova vida”, destacou às participantes.

Esta é a segunda qualificação profissional realizada pela Funsat no presídio feminino de regime fechado em menos de 30 dias, com programação também de capacitação oferecida no Instituto Penal de Campo Grande ainda este mês.

As ações de ensino e qualificação nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen. No EPFIIZ, o curso foi organizado pelo Setor de Educação em conjunto com a direção do presídio.

Keila Oliveira, Agepen

Foto Principal: Denilson Secreta (Prefeitura de Campo Grande).

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